Dynahead fecha Palco Pílulas com apresentação impecável
Vinte minutos antes do previsto, o Dynahead tocou os primeiros riffs de Clockwork. Na sequência, outras cinco canções explicaram porque a indignação tomou conta dos fãs da banda, que não puderam conferir o show do quinteto no sábado, como previa a programação do festival. Que showzaço!
O set list trouxe músicas do primeiro disco, Antigen. Com uma cozinha competente e guitarristas de peso - além de performáticos -, a banda conta ainda com o carismático Caio Duarte no vocal. Aliás, ele não deixou de explicar a troca de última hora na programação causada pelo grande atraso no Palco Principal na véspera. “A gente está aqui porque somos brasileiros e não desistimos nunca”, justificou a cerca de 300 pessoas que assistiam a apresentação. “Obrigado a todos que ainda permanecem aqui, apesar de amanhã ser dia útil. Vocês são os heróis da cena nacional”, elogiou.
A 0h40, a banda fechou o Palco Pílulas com uma música que, segundo Caio, não costuma fazer parte do repertório, Bloodish Eyes. Quem pode esperar, soube o quanto valeu a pena!
Por Laura B.
5 comentários »Diversão e rock: a mistura perfeita do Little Quail
O resgate ao rock de Brasília tinha mesmo que trazer uma banda como Little Quail and the Mad Birds. Mostrando muita energia e animação, a banda começou tocando seu maior “clássico” 1,2,3,4, que contou com a participação de integrantes do Móveis Coloniais de Acaju, de Canisso (Raimundos), de Candyda (vocalista do Orgânica-SP), de Evandro Vieira (Quebra Queixo) e até de Gustavo Sá, diretor artístico do festival, pulando e cantando junto.
Brincando o tempo todo, o vocalista Gabriel Thomaz falou: “Todo mundo se perguntava onde estava Zé Ovo. Belchior é o caralho!”. O baixista Zé Ovo engatou falando que Bacalhau (baterista) tinha um helicóptero nas mãos. O que acontece? Ele erra a música seguinte! Mas claro que todo mundo leva na brincadeira. “É só elogiar que o cara erra”, disse Thomaz. Essa não seria a primeira nem a última brincadeira da noite. Uma das melhores saiu da boca de Gabriel: “Eu queria agradecer à Plebe Rude, Paralamas, Legião Urbana por abrirem este show do Little Quail!”.
O único momento tenso rolou quase no final, quando um cara subiu ao palco e foi em direção a Zé Ovo, mas foi colocado para fora pelos seguranças. O baixista avisou: “Gente, nós estamos aqui na paz!”. Foi ele quem ofereceu o show aos roadies e operadores de som. Também não deixou de fazer uma pequena propaganda: “Bandas! Contratem um roadie! Estamos aí!”. Para finalizar, Bacalhau aproveitou a oportunidade para agradecer o falecido Fejão (Fallen Angel), que estava presente quando eles compuseram Cigarrette, música que encerrou os trabalhos.
Por Alê dos Santos
Sem comentários »M. Roots deixa mais saudade
O refrão saudade, meu remédio é cantar deu o tom da passagem do Maskavo Roots - ou simplesmente M. Roots - pelo Porão do Rock 2009. A versão da banda para a clássica Qui nem Jiló embalou os fãs num show emocionante.
Os mais de 10 anos que o septeto ficou separado parece ter causado uma “secura” tremenda de palco. Os integrantes se divertiram como nunca. Entre um salto e outro, o vocalista Marcelo Vourakis deu até uns goles de cerveja e sorria para Joana Lewis, sua dupla nos vocais.
Músicas dos dois primeiros CDs da banda emplacaram o repertório, como Chá Preto, Los Grilos, Vaso Chinês, Melodia que eu conheço, Far Away e Tempestade, entre outras. Teve espaço até para uma dedicatória à memorável piscina de ondas de Brasília (”Quem não se lembra daquelas tardes no Parque da cidade?”). Para encerrar o show, o grupo escolheu uma de suas músicas mais conhecidas e divertidas: Besta Mole. Só para deixar o gostinho!
Por Karla Freire
3 comentários »Blazing “fucking metal” Dog
Calças apertadas, correntes, rebites e cabelos compridos. Com esses e outros ingredientes, a banda Blazing Dog levou heavy metal de qualidade ao público do Palco Pílulas. Classificados na Seletiva Brasília, realizada em agosto, a banda aproveitou para divulgar seu primeiro disco, Metallic Beast.
A primeira do set list foi Batlle Splendour, música que possui clipe disponibilizado no site deles. Em seguida, a canção que leva o nome da banda, Blazing Dog. Aos headbangers presentes, o vocalista Carlos Souza deu o seguinte recado: “A gente não se cansa de passar o heavy metal adiante, sempre”. Os guitarristas Gustavo Freitas e Júlio Razek se revezavam em riffs e solos virtuosos, com destaque especial para Will of steel. O show contou com a participação especial de André (Narcoze) nos teclados. Em meio a uma roda de pogo, a banda encerrou a apresentação com Icarus, bela composição que agradaria qualquer fã de Iron Maiden.
Por Ian Ferraz
Sem comentários »Bootlegs manda um metal agressivo
O show do Bootlegs já tinha um pequeno público cativo na espera da apresentação, que começou com meia hora de antecedência, às 22h40. Os vocais guturais e a dupla pedalada da banda de Taguatinga foram os diferenciais da atração, que foi uma das classificadas pela Seletiva Brasília que aconteceu em agosto.
Os caras abriram espaço para um death metal agressivo com Emboscada, seguida por Manifesto e Revolt. O Bootlegs fez a noite mais democrática não deixando os fãs do rock pesado chupando dedo. A banda fechou com Conscience e Proclamation of life, exatos 30 minutos após o início.
Por Bruna Senseve
4 comentários »Legião Urbana: Força Sempre
Pouco mais de meia hora depois de os Paralamas encerrarem umas das apresentações mais animadas do Palco Principal, um video com registros e depoimentos de Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Russo confirmava a atração surpresa do festival. Se houve dúvidas quanto às chances de a Legião Urbana se apresentar no Porão do Rock 2009, foi o próprio Renato Russo quem respondeu: “A verdadeira Legião Urbana são vocês”.
Dado e Bonfá abriram o show com Tempo Perdido, acompanhados no vocal por André Gonzáles, do Móveis Coloniais de Acaju. Sebastian Teysera, da uruguaia La Vela Puerca, interpretou Quase Sem Querer, seguido por Tony Platão (ex-Hojerizah), cantando Eu Sei. O público, visivelmente emocionado, aceitou o convite de Dado para cantar Pais e Filhos, cujo voz principal ficou a cargo de Bonfá. Os Paralamas Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone voltaram ao palco para cantar Ainda É Cedo, sendo responsabilizados pela existência da Legião Urbana, como fez questão de lembrar Dado.
O também uruguaio Juan Casanova interpretou Será, antes que Philippe Seabra fosse convidado para subir mais uma vez ao palco. Esquentando o público para Geração Coca-Cola, o plebeu rememorou o primeiro show da Legião Urbana, em Patos de Minas (MG), em 1982, quando todos foram presos. “Ali começava um novo capítulo na história da música popular brasileira”, lembrou. O encerramento com Que País É Este contou com os baixos de Mateo Moreno, também do Uruguai, e PJ, do Jota Quest, além dos vocais de Loro Jones, Philippe, André, Tony, Sebastián e Juan. Ao centro do palco, no microfone com a rosa branca, característico de Renato Russo, ninguém cantou.
Os músicos convidados têm uma ligação muito forte com a Legião Urbana e com Brasília, como justificaram Dado e Bonfá em entrevista coletiva após o show. Eles não descartaram a possibilidade de outros shows nesse mesmo formato para o próximo ano. “Ainda tem uma galera que pode cantar, então, pode dar certo”, resumiram.
Por Bruno Henrique Peres
4 comentários »Kanela Seka “bota fogo” no Porão
O Palco Pílulas pegou fogo com a apresentação da banda brasiliense Kanela Seka. Formada por Kléber Secão nos vocais, Erick Nescau no baixo, Robson Abreu na guitarra e Vítor V2 na bateria, a banda estreou no Porão do Rock após se classificar na Seletiva Brasília, realizada em agosto. A primeira do show foi Suícidio Coletivo, seguida por Quebre as Regras e Liberdade Ilusória. O som dos caras é claramente influenciado por bandas como Madball e Suicidal Tendencies. Enquanto o vocalista Sekão se esforçava nos guturais, o público ensandecido agitava a roda de pogo. Ao final da apresentação, a banda pediu que a galera se dividisse em um corredor e em seguida retomassem a roda de pogo. O resultado foi uma imensa e agitada roda. O Kanela Seka encerrou sua apresentação às 22h28 com o sorriso estampado na cara dos integrantes.
Por Ian Ferraz
7 comentários »Trampa sacode o Palco Pílulas
Ao final do show dos Paralamas do Sucesso no Palco Principal, dava para sentir uma grande movimentação do pessoal para o Palco Pílulas. A banda Trampa já começava a se aquecer com as destacadas pedaladas duplas do baterista Gustavo Costa. O som pesado, que começou às 21h28, se distinguia muito do rock ska anterior, mas movimentou por volta de 600 pessoas nos 30 minutos de apresentação.
O Trampa começou com Piedade balançando os headbangers próximos à grade. Seguiu com Iguais, Seu João e Um minuto de silêncio. Para a música seguinte, Tiago Freitas, vocalista da banda Etno, foi chamado ao palco e junto com André Noblat fizeram Haiti, versão pesada para canção de Caetano Veloso e Gilberto Gil. O grupo fechou sua estreia no Porão com Te presenteio com a fúria. E deixaram seu recado: no dia 4 de outubro, a partir das 18h, eles se apresentarão junto com a Orquestra Sinfônica para o lançamento do primeiro DVD, na praça ao lado do Museu da República.
Por Bruna Senseve
Sem comentários »A “Amazônia rock” do Soatá
Ritmos da Amazônia com muito rock’n roll. Esta é a primeira impressão deixada pela Soatá, que mescla também elementos do hip hop, funk e hardcore em suas canções. Ellen Oléria lidera a banda, que ainda conta com Jonas Santos (guitarra), Lieber Rodrigues (percussão), Dido Mariano (baixo) e Riti Santiago (bateria). O público dançou bastante em Lunática Maria e Funkarimbó com a linha marcante do baixo. A voz poderosa de Ellen encantou o público. Ela ainda assumiu o violão e o cavaquinho em algumas canções. Durante todo o show a banda inseriu samplers com sons que remetem à natureza e à Amazônia. Com o fim do show dos Paralamas do Sucesso no Palco Principal, o bom público da Soatá dobrou. Os que chegaram puderam assistir à última canção, Violeta Chama, com uma levada hardcore. Ellen agradeceu a oportunidade: “Todo espaço é mais do que interessante. A gente sabe do know-how do festival. Acho que a galera abraçou bem a banda”.
Por Ian Ferraz
1 comentário »Paralamas junta quase 35 mil pessoas na Esplanada
Os Paralamas do Sucesso vieram armados com um repertório daqueles de cantar do começo ao fim. Hits e mais hits emplacados junto às músicas do novo disco, Brasil Afora, fizeram o público subir … nas grades! Entre as pérolas, lá estavam Meu erro, Ela disse adeus, Lourinha Bombril, A novidade, Lanterna dos afogados e muito, muito mais. Nem as novas Meu sonho” e A lhe esperar ficaram de fora do coro da galera, calculada em 35 mil pessoas naquela altura da noite, por volta das 21h.
Até a novíssima geração, que mal dava para enxergar na multidão, cantava letra por letra. Destaque para um garotinho que chorava loucamente cantando O calibre ao lado do pai. A performance para lá de sincera conquistou Herbert Vianna e rendeu até um presente. Mas essa não foi a única representação de carinho dos fãs. Tinha gente com vinil para autografar! E já que as 17 músicas do set list não foram suficientes para sanar a vontade louca do público, a banda ainda voltou para o bis com mais três: Sonífera ilha (Titãs) emendada com Ska e a emblemática Vital e sua moto (”Os Paralamas do Sucesso iam tentar tocar na capital…”). Mesmo assim, a galera ainda gritava por mais: “toca Que País é Esse!!”.
Por Karla Freire
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