Porão do Rock argentino reúne mais de 1.200 pessoas no Niceto Club

A primeira edição argentina do Festival Porão do Rock, realizada nos dias 23 e 24 de outubro, no Niceto Club, localizado no bairro de Palermo, em Buenos Aires, foi um sucesso. Mais de 1.200 pessoas estiveram presentes nos dois dias para assistir às 10 atrações escaladas, sendo quatro brasileiras.

Confira abaixo trecho do comentário publicado no blog Popload, do jornalista paulistano Lúcio Ribeiro:

Buenos Aires, 40 graus - Abaixo de zero… Brincadeira, mas assim: de dia um calor de ferver o coco, dias lindos. À noite frio e chuva (num dos dias) como se fosse a Islândia. Continuo obcecado pela qualidade da Urbana FM (trend music + design radio), uma rádio rock como todas tinham que ser. Tem na internet, facinho. A Popload esteve em Buenos Aires a convite do Porão do Rock, tradicional festival meio-indie brasiliense que fez sua primeira edição na capital argentina realizando um interessante intercâmbio de bandas da cena underground de ambos os países. Macaco Bong, Móveis Coloniais de Acaju, Mundo Livre S/A e Autoramas representaram o Brasil. O show do Autoramas diante de hermanos acalorados foi espetacular. O Porão do Rock na Argentina aconteceu no Niceto Club, um clube-médio de Buenos Aires que uma cidade como São Paulo não tem. Bem localizado, com ótima acústica, sistema sonoro impecável, palco bom com visão de todo lugar, platéia lateral elevada que serve também de área vip, pista confortável, bares funcionando por todo lado…
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O blog Rio Fanzine, publicado no jornal carioca O Globo por Carlos Albuquerque e Tom Leão, também destacou a edição portenha do festival e entrevistou a produtora e jornalista Sylvie Piccolotto, responsável pela parceria do Porão na Argentina. Leia a íntegra do texto:

“Pela primeira vez, aconteceu em Buenos Aires (Argentina) uma edição do Festival Porão do Rock, que já rola há 12 anos aqui no Brasil. E a brasileira Sylvie Piccolotto (ex-colaboradora deste zine), que mora em Buenos Aires há cinco anos, foi uma das peças importantes para que isso acontecesse. Como ela mesmo nos contou:
- Meio que a gente começou a trabalhando bandas daqui no Brasil. Primeiro foram os Tormentos, depois os Satan Dealers, junto com bandas que estavam interessados em vir para cá: Autoramas e MQN, por exemplo. Daí surge um intercâmbio. Um vai, outro vem e esta interação gera interesse da imprensa, do público e consequentemente dos produtores de festivais. Desde 2006 o Porão do Rock pede para a gente sugestões de bandas argentinas para o festival. Sugerimos duas ou três, passamos todas as informações de cada banda e eles escolhem a que encaixa melhor na programação. A vontade de fazer o festival aqui surgiu desta interação, pensando em fomentar esta conexão e promover a mistura cultural do independente. Fazem cinco anos que a produção do Porão está estudando o mercado e vendo a melhor forma de viabilizar um festival de bandas independentes dos dois lados do Rio La Plata, em Buenos Aires.

Sylvie explicou como foi a escolha/seleção das bandas:
- Primeiro, convidamos as bandas argentinas que já participaram do Porão do Rock, depois as bandas nacionais que trabalham este intercâmbio. The Tormentos e Los Primitivos entraram porque são grandes embaixadores deste intercâmbio, viajando e recebendo bandas para promover intercâmbios.

E como você se meteu nisso?
- Eu tenho, junto com meu marido, um selo, fazemos um ciclo de shows e confiamos muito na ideia de integração cultural para o crescimento do mercado independente. Se a gente quer crescer, tem que se unir e conquistar novos mercados. Somos uma pecinha neste novo mecanismo de intercâmbio.

Será que o Porão do Rock portenho será anual?
- É a nossa vontade, e junto com o Porão do Rock, vamos trabalhar para que isso aconteça. A idéia de fazer um festival brasileiro aqui é um acontecimento sensacional do ponto de vista cultural, para que a partir da música, se conheça outra cultura. Este intercâmbio não tem preço para todos os envolvidos. A gente sempre fez isso de maneira independente, com pouco recurso e com muita boa vontade, e é lindo ter um parceiro como o Porão, com uma estrutura independente, mas totalmente profissional, para fazer isso acontecer.”

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Confira fotos e vídeos do Porão do Rock na Argentina nos seguintes blogs e sites de lá:

. Fotopazrocks
. Rocktails (1º dia)
. Rocktails (2º dia)
. Sonico
. Vuenos Airez

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Imprensa argentina destaca primeira edição internacional do Porão

A primeira edição argentina do Porão do Rock, que acontecerá nesta sexta-feira e sábado (23 e 24/10), no Niceto Club, em Buenos Aires, vem ganhando destaque na imprensa do nosso país vizinho. O evento, que reunirá 10 bandas (sendo quatro brasileiras), está sendo assunto em diversos sites, revistas, jornais e até na página da Embaixada Brasileira de lá.

Confiram alguns links:
. ProyectoUnder
. 26 Noticias
. Embaixada Brasileira na Argentina
. Yahoo
. Revista TPM
. Rádio Rock & Pop FM
. MSN Argentina
. Noche en Buenos Aires
. Rádio Latitud 94
. Glamout
. Portal Terra

Lembrando que os ingressos estão à venda, a 30 pesos (em torno de R$ 15,00) por noite, no site da Ticketet ou na bilheteria do Niceto Club. Os shows terão início às 20h (horário local) e, ao final das apresentações, haverá a participação de DJs brasileiros e argentinos.

Eis a programação (pela ordem dos shows):

SEXTA-FEIRA (23/10)
Bandas: Los Primitivos, The Tormentos, Autoramas, El Mato a Un Policia Motorizado e Mundo Livre S.A.
DJs: Gabriel Thomaz (Autoramas-RJ) e Lucho (DF)

SÁBADO (24/10)
Bandas: The Tandooris, Satan Dealers, Móveis Coloniais de Acaju, Lo Natas e Macaco Bong
DJs: Alf (Supergalo-DF) e Seen Cadena (Cadena Perpetua, Argentina)

Saiba mais sobre as bandas:
. Autoramas
. El Mato a Un Policia Motorizado
. Los Natas
. Los Primitivos
. Macaco Bong
. Móveis Coloniais de Acaju
. Mundo Livre S.A.
. Satan Dealers
. The Tandooris
. The Tormentos

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Porão em escala internacional

Após 12 edições realizadas em Brasília, desde 1998, o Festival Porão do Rock sairá pela primeira vez da cidade… e do país! Nos próximos dias 23 e 24 de outubro (sexta-feira e sábado), Buenos Aires abrigará a primeira versão internacional do evento. Serão 10 bandas - seis argentinas e quatro brasileiras - que tomarão conta do Niceto Club, casa de shows localizada no bairro de Palermo e com capacidade para até duas mil pessoas.

Quatro bandas argentinas, que tocaram nas últimas edições do Porão em Brasília, estarão neste festival: Los Natas (2006), Satan Dealers (2007), The Tandooris (2008) e El Mato a un Policia Motorizado (2009). Completam o line up portenho os grupos The Tormentos e Los Primitivos. O Brasil será representado por Autoramas (RJ), Mundo Livre S.A. (PE), Móveis Coloniais de Acaju (DF) e Macaco Bong (MT).

Em breve confira por aqui perfis e informações sobre as 10 atrações do Porão do Rock Argentina.

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Os números do Porão, após 12 edições

Após 12 edições (seis com entrada franca e seis com ingressos pagos), o Porão do Rock se consolidou como o maior festival independente de música do país. Foi assistido por um público total estimado em 730 mil pessoas (média de quase 61 mil por ano) e reuniu 287 atrações diferentes, sendo 150 bandas somente do Distrito Federal, 122 nacionais (vindas de 16 estados brasileiros – Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Pará e Rondônia) e 15 nomes internacionais de sete países (Estados Unidos, Inglaterra, Argentina, Espanha, França, Uruguai e Portugal).

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Quase 80 mil pessoas comparecem aos dois dias do Porão 2009

A 12ª edição do Festival Porão do Rock acabou quase 5h de segunda-feira (21/9) com a sensação de ter entrado realmente para a história. Os dois palcos, montados de frente para pontos de referência de Brasília, como a rodoviária, o shopping Conjunto Nacional, a Torre de TV ou a Catedral, reuniram, na Esplanada dos Ministérios, 40 atrações assistidas gratuitamente por um público circulante calculado em cerca de 80 mil pessoas nos dois dias. Tudo sob o comando dos apresentadores Drica Mendonça, Lelo Nirvana, Sheila Campos e Tenisson Ottoni.

No sábado (19/9), a maratona de shows teve início às 17h e chegou ao momento de “pico” durante a apresentação do Sepultura, por volta da 1h, com aproximadamente 30 mil pessoas presentes. No domingo começou às 16h40 e atingiu o ponto máximo na emocionante apresentação dos remanescentes da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá (mais convidados), que teve início às 22h e fez 35 mil pessoas cantar em coro as canções do saudoso líder Renato Russo. Teve até carro parando nas pistas da Esplanada para ouvir e matar as saudades do grupo ao vivo.

Quem estava com medo de assaltos ou algum tipo de violência física, felizmente enganou-se. Nenhuma ocorrência grave foi registrada pela polícia na arena do festival durante as 24 horas de shows (12 por dia). Mais uma vez o público do rock provou que foi apenas curtir as bandas e se divertir num clima de paz. Claro que alguns se excederam na bebida, mas isto faz parte do espetáculo, né?

Confira nos posts abaixo a cobertura completa de todos os shows do Porão 2009 feita pela nossa equipe formada por Alê dos Santos, Bruna Senseve, Bruno Henrique Peres, Ian Ferraz, Karla Freire e Laura B. Clique no link “Fotos” e veja as imagens mais marcantes clicadas por Bruno Bernardes, Clausem Bonifácio, Patrick Grosner e Telmo Ximenes. E até 2010!

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Móveis Coloniais, os heróis da resistência

A “feijoada búlgara” quase azedou de tanto esperar. Os Móveis Coloniais de Acaju entraram com mais de duas horas de atraso. Mas para fazer a festa azedar precisava bem mais que isso. Que tal, então, a luz acabar e o som não funcionar? Nada pode detê-los. O vocalista André Gonzales convenceu: “Passaram 30 anos de rock aqui nesse palco, agora é nossa vez”. Até a grade que separava a Área VIP foi retirada. Afinal, o som dos Móveis é para todos os gostos.

Estava tudo conspirando contra, mas eles resistiram. Desceram do palco, se juntaram ao público e iniciaram uma espécie de show “unplugged” enquanto os técnicos davam um jeito no palco. Cantaram Seria o rolex e até Raul Seixas ali mesmo, na voz e na coragem. A galera, sempre receptiva quando o assunto é a banda, deu aquela força e foi junto. Mais rock and roll, impossível.

Quando o clima ficou bom na roda, hora de subir ao palco. A “feijoada búlgara”, expressão carinhosamente usada quando se refere à mistura de sons do Móveis, deu certo. Que venha o show propriamente dito: U-hu, O tempo, Cheia de manhã e outras conhecidas fizeram parte do repertório animadíssimo. Mesmo debaixo da chuva fina e do frio da madrugada, o público não ousou sair. Teve gente ainda entrando de carro no gramado em frente ao palco, em plena Esplanada! Ok, parece lenda urbana, mas foi um “show drive-in”. A trupe brasiliense deixou a cena aos gritos de “mais uma” logo após a saideira com a música Adeus. André Gonzales ainda fez o convite: “Vamos tomar café da manhã na Viçosa, galera!?”. Eram 4h40 da matina!

Assim terminou a 12ª edição do Porão do Rock, com muito tempero à base de simpatia, alegria e carisma. Que venha o próximo festival!

Por Karla Freire

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O bom e velho rock and roll dos Booze Bros

A apresentação de Rafael Cury & The Booze Bros, já às 2h50 de segunda-feira, proporcionou diferentes sensações no público do Porão. Muita gente aproveitou para descansar do show agitado dos Raimundos, aguardando pacientemente a atração seguinte. Alguns se entregaram ao som envolvente das guitarras. Outros, curiosos, colaram no palco para conhecer o trabalho da banda brasiliense.

O próprio Rafael Cury se encarregou de justificar a estranheza de alguns: “A gente funciona melhor aqui que nos outros porões da cidade”.
A saideira - embalada por With a Little Help From My Friends, dos Beatles, eternizada por Joe Cocker - rendeu aplausos entusiasmados do público, uma homenagem aos 40 anos de Woodstock, uma apresentação cheia de orgulho de cada integrante e uma série de agradecimentos ao festival, à família, aos amigos e a todos que resistiram bravamente ao cansaço, à chuva fina e à maratona de shows.

Por Bruno Henrique Peres

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Raimundos toca por mais de uma hora

Às 2h35 de segunda-feira os Raimundos desceram do palco principal. Além de Digão (voz e guitarra) e Canisso (baixo), da formação clássica, o show contou com Marquim (guitarra) e Caio Cunha, baterista conhecido da cena local (Sapatos Bicolores), que integra a banda desde 2007.

O quarteto tocou músicas de toda a carreira, com destaque para as que pertencem ao primeiro álbum, homônimo, como Palhas do Coqueiro. Diante das maiores rodinhas de pogo desta edição do Porão do Rock, Digão provocou: “Quem ‘tá com a gente desde o começo? Essa é pra galera que está agitando aí atrás”, disse antes de Nega Jurema. Em sintonia com a platéia, a banda se empolgou e extrapolou seu tempo. Contando com as palhinhas da passagem de som, os Raimundos permaneceram no palco por 1h40.

A reverência a Brasília, presente em todos os shows de domingo do festival, também foi declarada por Digão: “Esta é minha casa e daqui eu não saio”. Ao final do show, completou: “A galera mostrou que aqui continua sendo a cidade do rock”.

Por Laura B.

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Dynahead fecha Palco Pílulas com apresentação impecável

Vinte minutos antes do previsto, o Dynahead tocou os primeiros riffs de Clockwork. Na sequência, outras cinco canções explicaram porque a indignação tomou conta dos fãs da banda, que não puderam conferir o show do quinteto no sábado, como previa a programação do festival. Que showzaço!

O set list trouxe músicas do primeiro disco, Antigen. Com uma cozinha competente e guitarristas de peso - além de performáticos -, a banda conta ainda com o carismático Caio Duarte no vocal. Aliás, ele não deixou de explicar a troca de última hora na programação causada pelo grande atraso no Palco Principal na véspera. “A gente está aqui porque somos brasileiros e não desistimos nunca”, justificou a cerca de 300 pessoas que assistiam a apresentação. “Obrigado a todos que ainda permanecem aqui, apesar de amanhã ser dia útil. Vocês são os heróis da cena nacional”, elogiou.

A 0h40, a banda fechou o Palco Pílulas com uma música que, segundo Caio, não costuma fazer parte do repertório, Bloodish Eyes. Quem pode esperar, soube o quanto valeu a pena!

Por Laura B.

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Diversão e rock: a mistura perfeita do Little Quail

O resgate ao rock de Brasília tinha mesmo que trazer uma banda como Little Quail and the Mad Birds. Mostrando muita energia e animação, a banda começou tocando seu maior “clássico” 1,2,3,4, que contou com a participação de integrantes do Móveis Coloniais de Acaju, de Canisso (Raimundos), de Candyda (vocalista do Orgânica-SP), de Evandro Vieira (Quebra Queixo) e até de Gustavo Sá, diretor artístico do festival, pulando e cantando junto.

Brincando o tempo todo, o vocalista Gabriel Thomaz falou: “Todo mundo se perguntava onde estava Zé Ovo. Belchior é o caralho!”. O baixista Zé Ovo engatou falando que Bacalhau (baterista) tinha um helicóptero nas mãos. O que acontece? Ele erra a música seguinte! Mas claro que todo mundo leva na brincadeira. “É só elogiar que o cara erra”, disse Thomaz. Essa não seria a primeira nem a última brincadeira da noite. Uma das melhores saiu da boca de Gabriel: “Eu queria agradecer à Plebe Rude, Paralamas, Legião Urbana por abrirem este show do Little Quail!”.

O único momento tenso rolou quase no final, quando um cara subiu ao palco e foi em direção a Zé Ovo, mas foi colocado para fora pelos seguranças. O baixista avisou: “Gente, nós estamos aqui na paz!”. Foi ele quem ofereceu o show aos roadies e operadores de som. Também não deixou de fazer uma pequena propaganda: “Bandas! Contratem um roadie! Estamos aí!”. Para finalizar, Bacalhau aproveitou a oportunidade para agradecer o falecido Fejão (Fallen Angel), que estava presente quando eles compuseram Cigarrette, música que encerrou os trabalhos.

Por Alê dos Santos

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